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Resumos/Materiais e Tecnologias/Maquetas, modelos e protótipos
PT · Secundário

Maquetas, modelos e protótipos

As maquetas, os modelos e os protótipos são representações físicas tridimensionais que materializam um projeto antes de o produzir: a maqueta estuda a forma e o volume à escala, o modelo comunica a aparência final e o protótipo testa o funcionamento. Dominá-los implica saber calcular dimensões à escala e selecionar materiais e técnicas de maquetização adequados, articulando saberes com o Desenho A e a Geometria Descritiva A. Enquanto disciplina de opção da formação específica do 12.º ano, Materiais e Tecnologias é avaliada exclusivamente por avaliação interna (sem Exame Final Nacional), com forte componente experimental e de projeto.

4 secções·~14 min de leitura·3 competências

T·161616 / 17
Perfil de exame
Experimentação e Criação: realizar maquetas, modelos e protótipos com rigor técnicoInterpretação e Comunicação: escolher tipo de representação física, escala e materiais adequadosAplicar conhecimentos de materiais e processos num projeto real
Operadores:distinguecaracterizaselecionajustificacalcularelacionacomparaidentifica

nível básico

Distinguir maqueta, modelo e protótipo pela função, pela escala e pelo grau de fidelidade, e calcular as dimensões de uma peça a uma escala de redução dada (1:10, 1:20).

nível avançado

Selecionar criticamente a representação física, a escala e os materiais para um projeto real, executando a maqueta ou o protótipo com rigor técnico e segurança e articulando as cotas e as projeções com o Desenho A e a Geometria Descritiva A.

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Conteúdo · 4 secções▾
  1. Maquetas, modelos e protótipos
    • 01Maqueta, modelo e protótipo: o que distingue cada um○
    • 02Escala e representação física◐
    • 03Materiais e técnicas de maquetização◐
    • 04Do projeto ao protótipo: o trabalho experimental●

4 secções · 8 pontos-chave · 3 fórmulas · 13 erros típicos

§ 01
§ 01

Maqueta, modelo e protótipo: o que distingue cada um#

~3 min de leitura●○○BaseAEAE-materiais-e-tecnologias-maquetas-prototipos

Maqueta, modelo e protótipo em comparação

Maqueta, modelo e protótipoTabela com 4 colunas e 3 linhas, Dados: Tipo · Função · Escala típica · Grau de fidelidade; Maqueta · estudar a forma, o volume e a proporção · reduzida (1:10, 1:20, 1:50) · baixa a média (privilegia a forma); Modelo · comunicar a aparência final (cor, textura, acabamento) · geralmente 1:1 (natural) · alta (fidelidade estética); Protótipo · testar o funcionamento, a ergonomia e o fabrico · 1:1 (funcional) · alta (função e materiais próximos dos finais), célula destacada: comunicar a aparência final (cor, textura, acabamento)TipoFunçãoEscala típicaGrau de fidelidadeMaquetaestudar a forma, o volume ea proporçãoreduzida (1:10, 1:20, 1:50)baixa a média (privilegia aforma)Modelocomunicar a aparência final(cor, textura, acabamento)geralmente 1:1 (natural)alta (fidelidade estética)Protótipotestar o funcionamento, aergonomia e o fabrico1:1 (funcional)alta (função e materiaispróximos dos finais)
Fig. 1Fig. — três representações físicas distinguidas pela função, pela escala e pelo grau de fidelidade.

Pontos-chave

A «maqueta» é uma representação física tridimensional, em geral à escala reduzida, que estuda a forma, o volume, a proporção e a relação com o espaço; privilegia a geometria, é muitas vezes monocromática (cartão, k-line) e não reproduz os materiais definitivos nem o funcionamento.
O «modelo» (modelo de aparência) reproduz o aspeto final do produto — cor, textura, brilho e acabamento — com elevada fidelidade estética, normalmente à escala 1:1, mas sem necessitar de funcionar; serve para avaliar e comunicar a aparência (apresentação ao cliente, decisão estética).
O «protótipo» é um exemplar funcional (total ou parcial) construído para testar o funcionamento, a ergonomia, a resistência e o fabrico antes da produção em série; aproxima-se do produto final e usa (ou simula) os materiais e processos definitivos.
As três distinguem-se pela intenção e pelo grau de fidelidade — forma (maqueta), aparência (modelo) e função (protótipo) — e não por fronteiras rígidas: em arquitetura domina o termo «maqueta»; no design de produto usam-se sobretudo «modelo» e «protótipo».
A «fidelidade» é o grau de semelhança da representação com o produto final; há maquetas de baixa fidelidade (rápidas, de estudo, descartáveis) e representações de alta fidelidade (modelos e protótipos), consoante a fase e o objetivo.
São instrumentos de simulação e experimentação: permitem ver e tocar o que ainda é projeto, comunicar ideias e detetar erros cedo, quando corrigi-los é muito mais barato — reduzem a incerteza da decisão.
Exemplo resolvido

Que representação física para cada momento do projeto?

Uma equipa desenvolve uma nova chaleira elétrica. Em três momentos precisa de: (i) comparar rapidamente três silhuetas e volumes diferentes; (ii) apresentar ao cliente o aspeto final, com cor e brilho, da opção escolhida; (iii) verificar se a pega não aquece e se o vazamento da água é correto. Indica a representação física adequada a cada momento e justifica.

  1. 01(i) Comparar volumes

    O objetivo é ler forma e proporção depressa e a baixo custo. Adequa-se uma maqueta de estudo, em cartão ou esferovite, sem cor nem função.

  2. 02(ii) Mostrar o aspeto final

    O objetivo é comunicar a aparência (cor, textura, brilho) sem necessidade de funcionar. Adequa-se um modelo de aparência, à escala 1:1, pintado e acabado.

  3. 03(iii) Testar o funcionamento

    O objetivo é ensaiar a temperatura da pega e o vazamento em condições reais. Adequa-se um protótipo funcional, com materiais e mecanismos próximos dos definitivos.

Resultado: Maqueta para a forma, modelo para a aparência e protótipo para a função — a representação acompanha a intenção de cada fase.

Foco no Exame Nacional

  • Distinguir maqueta, modelo e protótipo pela função (estudar a forma / comunicar a aparência / testar o funcionamento), pela escala e pelo grau de fidelidade, ilustrando com exemplos concretos.
  • Justificar, para uma dada fase de um projeto, qual a representação física adequada e porquê.

Erros frequentes

  • Chamar «protótipo» a um estudo de forma em cartão. Correção: se não testa o funcionamento nem usa materiais e processos próximos dos finais, é uma maqueta de estudo, não um protótipo.
  • Julgar que a maqueta tem de ser bonita e acabada. Correção: a maqueta de estudo vale pela rapidez e pela leitura do volume; a fidelidade estética é própria do modelo de aparência.
  • Confundir protótipo com produto final. Correção: o protótipo antecede e valida a produção em série e pode ainda originar alterações antes de se fabricar em massa.

§ 01

Revisão ativa

No desenvolvimento de um comando de televisão, indica que representação física (maqueta, modelo ou protótipo) usarias para (a) estudar o volume e o encaixe na mão, (b) apresentar o aspeto final ao cliente e (c) testar os botões e o funcionamento. Justifica cada escolha.

Praticar com exercícios relacionados5 perguntas sobre este tema→

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Materiais e Tecnologias — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 02
§ 02

Escala e representação física#

~4 min de leitura●●○PadrãoAEAE-materiais-e-tecnologias-maquetas-prototipos

Uma peça representada à escala 1:10

Peça à escala 1:10Figura geométrica, 1200 mm (real), 750 mm (real), 120 mm (1:10), 75 mmx1x21200 mm(real)750 mm(real)120 mm(1:10)75 mm
Fig. 2Fig. — a mesma peça em dimensões reais (1200 × 750 mm) e reduzida a 1:10 (120 × 75 mm); a maqueta tem, em cada dimensão, um décimo do objeto.

Pontos-chave

A «escala» é a relação constante entre uma dimensão na representação e a dimensão real correspondente; escreve-se 1:N (lê-se «um para N») e vale E = dimensão na maqueta ÷ dimensão real.
Há escala natural (1:1), escala de redução (1:N, com N maior que 1 — a maqueta é menor: 1:10, 1:20, 1:50, 1:100) e escala de ampliação (N:1 — a maqueta é maior, útil para peças muito pequenas, como uma joia ou um componente).
Dimensão à escala: d_maqueta = d_real × 1/N; o cálculo inverso é d_real = d_maqueta × N. Preferem-se escalas normalizadas (1:2, 1:5, 1:10, 1:20, 1:50) e a escala escolhe-se conforme o tamanho do objeto, o suporte disponível e a legibilidade pretendida.
Numa redução linear 1:N, as áreas reduzem N² vezes e os volumes N³ vezes: a 1:10, o comprimento fica ÷10, a área ÷100 e o volume ÷1000 — o que explica por que uma maqueta pequena consome tão pouco material.
É essencial uniformizar unidades (converter tudo para milímetros) antes de aplicar a escala e cotar com rigor; a escala, as projeções e a verdadeira grandeza articulam-se com a Geometria Descritiva A, e a proporção e a cotagem com o Desenho A.

escala de redução

E=dmaqdreal=1NE = \dfrac{d_{\text{maq}}}{d_{\text{real}}} = \dfrac{1}{N}E=dreal​dmaq​​=N1​

A escala relaciona a dimensão na maqueta com a dimensão real correspondente; numa redução escreve-se 1:N.

dimensão à escala

dmaq=dreal×1Nd_{\text{maq}} = d_{\text{real}} \times \dfrac{1}{N}dmaq​=dreal​×N1​

Cada dimensão real divide-se por N para obter a dimensão na maqueta; o inverso é d_real = d_maq × N.

áreas e volumes à escala

Amaq=Areal×1N2Vmaq=Vreal×1N3A_{\text{maq}} = A_{\text{real}} \times \dfrac{1}{N^{2}} \qquad V_{\text{maq}} = V_{\text{real}} \times \dfrac{1}{N^{3}}Amaq​=Areal​×N21​Vmaq​=Vreal​×N31​

Numa redução linear 1:N, as áreas reduzem N² vezes e os volumes N³ vezes.

Exemplo resolvido

Dimensões de uma maqueta às escalas 1:10 e 1:20

Uma secretária tem, em dimensões reais, 1200 mm de comprimento, 600 mm de profundidade e 750 mm de altura. (a) Calcula as dimensões da maqueta à escala 1:10. (b) Calcula-as à escala 1:20. (c) A 1:10, quantas vezes menor fica a área do tampo (1200 × 600 mm)?

  1. 01Fórmula

    Cada dimensão da maqueta obtém-se dividindo a dimensão real por N (na escala 1:N).

    dimensão à escala

    dmaq=dreal×1Nd_{\text{maq}} = d_{\text{real}} \times \dfrac{1}{N}dmaq​=dreal​×N1​
  2. 02(a) Escala 1:10 (N = 10)

    Comprimento: 1200 ÷ 10 = 120 mm; profundidade: 600 ÷ 10 = 60 mm; altura: 750 ÷ 10 = 75 mm. Maqueta: 120 × 60 × 75 mm.

  3. 03(b) Escala 1:20 (N = 20)

    Comprimento: 1200 ÷ 20 = 60 mm; profundidade: 600 ÷ 20 = 30 mm; altura: 750 ÷ 20 = 37,5 mm. Maqueta: 60 × 30 × 37,5 mm.

  4. 04(c) Área do tampo

    Numa redução 1:N a área reduz N² vezes; a 1:10, N² = 100. Verificação: real 1200 × 600 = 720 000 mm²; maqueta 120 × 60 = 7200 mm²; 720 000 ÷ 7200 = 100.

    área à escala

    Amaq=Areal×1N2A_{\text{maq}} = A_{\text{real}} \times \dfrac{1}{N^{2}}Amaq​=Areal​×N21​

Resultado: 1:10 → 120 × 60 × 75 mm; 1:20 → 60 × 30 × 37,5 mm; a área do tampo fica 100 vezes menor a 1:10.

Foco no Exame Nacional

  • Calcular as dimensões de uma maqueta a partir das dimensões reais e de uma escala dada, bem como efetuar o cálculo inverso (do objeto à maqueta e da maqueta ao objeto).
  • Selecionar uma escala adequada ao objeto e ao suporte, justificando a opção, e reconhecer o efeito de uma redução linear 1:N sobre as áreas (N²) e os volumes (N³).

Erros frequentes

  • Aplicar a escala linear às áreas ou aos volumes (dizer que a 1:10 o volume reduz 10 vezes). Correção: a área reduz N² e o volume N³; a 1:10, a área fica ÷100 e o volume ÷1000.
  • Inverter o sentido da escala numa redução, multiplicando por N em vez de dividir. Correção: em 1:N de redução, d_maqueta = d_real ÷ N (a maqueta é menor que o objeto).
  • Misturar unidades (metros com milímetros) sem converter. Correção: uniformizar as unidades antes de calcular.
  • Pensar que 1:20 é «maior» do que 1:10. Correção: quanto maior o N, menor a maqueta (1:100 é mais pequena do que 1:10).

§ 02

Revisão ativa

Uma estante mede, em dimensões reais, 1800 mm de altura, 900 mm de largura e 300 mm de profundidade. Calcula as suas dimensões à escala 1:20 e indica quantas vezes menor fica o seu volume.

Praticar com exercícios relacionados5 perguntas sobre este tema→

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Materiais e Tecnologias — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 03
§ 03

Materiais e técnicas de maquetização#

~3 min de leitura●●○PadrãoAEAE-materiais-e-tecnologias-maquetas-prototipos

Materiais e técnicas de maquetização

Materiais de maquetizaçãoTabela com 4 colunas e 7 linhas, Dados: Material · Finalidade típica · Corte / união · Custo / fidelidade; Cartão / cartolina · maquetas de estudo e planos · estilete e régua; cola branca (PVA) · muito baixo / baixa; K-line (foam board) · volumes e planos rígidos · estilete; cola branca ou de contacto · baixo / média; Esferovite (EPS/XPS) · estudo rápido de volume e massa · fio quente; cola sem solvente · baixo / baixa; Balsa / MDF · maquetas rigorosas e resistentes · x-ato ou serra; cola branca ou quente · médio / média a alta; Acrílico (PMMA) · superfícies lisas e transparências · corte laser; cola específica · médio-alto / alta; Resina / clay · modelos de aparência de forma livre · moldação ou desbaste; lixa e pintura · alto / alta; Impressão 3D / CNC · peças rigorosas e protótipos · fabrico digital (CAD–CAM) · variável / alta, célula destacada: volumes e planos rígidosMaterialFinalidade típicaCorte / uniãoCusto / fidelidadeCartão / cartolinamaquetas de estudo e planosestilete e régua; colabranca (PVA)muito baixo / baixaK-line (foamboard)volumes e planos rígidosestilete; cola branca ou decontactobaixo / médiaEsferovite (EPS/XPS)estudo rápido de volume emassafio quente; cola semsolventebaixo / baixaBalsa / MDFmaquetas rigorosas eresistentesx-ato ou serra; cola brancaou quentemédio / média a altaAcrílico (PMMA)superfícies lisas etransparênciascorte laser; cola específicamédio-alto / altaResina / claymodelos de aparência deforma livremoldação ou desbaste; lixa epinturaalto / altaImpressão 3D / CNCpeças rigorosas e protótiposfabrico digital (CAD–CAM)variável / alta
Fig. 3Fig. — do estudo rápido ao modelo de aparência: cada material serve uma finalidade e uma técnica.

Pontos-chave

Materiais de estudo rápido e baixo custo: cartão e cartolina (planos e maquetas de estudo), k-line ou foam board (leve e rígido, para volumes e planos) e esferovite EPS/XPS (blocos e estudo de massa, cortada a fio quente).
Materiais de maior rigor e resistência: balsa e MDF ou contraplacado (maquetas trabalháveis e resistentes) e acrílico PMMA e poliestireno em placa (superfícies lisas e transparências, o acrílico cortado a laser).
Materiais de modelo de aparência e forma livre: resinas (poliuretano, epóxi) e massas de modelar (plasticina, clay industrial — clássico do design automóvel), acabados por lixagem, primário e pintura para reproduzir cor e brilho.
Fabrico digital: impressão 3D (FDM em PLA/ABS, SLA em resina), corte laser e fresagem CNC, ligados à cadeia CAD–CAM, para peças rigorosas, geometrias complexas e protótipos funcionais.
As técnicas de base são o corte (estilete e régua metálica sobre base de corte, fio quente, serra, corte laser), a colagem (cola branca PVA, cola quente, cola de contacto, colas específicas para acrílico) e o acabamento (lixa, primário, tinta, verniz); a escolha resulta de um compromisso custo–tempo–fidelidade.
A maquetização exige regras de segurança: lâminas afiadas e régua metálica com corte para fora do corpo, ventilação no fio quente e no corte laser (vapores), luvas com resinas e colas e máscara na lixagem do MDF (poeiras).

Camadas de uma placa de k-line

Estrutura do k-lineEsquema com 5 elementos, cartão (face), espuma (núcleo), cartão (face), leve, rígido e plano, corta-se com estilete e régua metálicacartão (face)espuma (núcleo)cartão (face)leve, rígido eplanocorta-se comestilete e régu…
Fig. 4Fig. — o k-line deve a leveza e a rigidez ao núcleo de espuma revestido por duas faces de cartão.
Exemplo resolvido

Selecionar materiais para dois fins diferentes

Precisas de (a) uma maqueta de estudo, rápida e descartável, do volume de uma coluna de som, e (b) um modelo de aparência à escala 1:1 para apresentar ao cliente. Para cada caso, indica um material e uma técnica de corte ou união adequados e justifica.

  1. 01(a) Maqueta de estudo

    Esferovite (EPS) ou cartão: baratos e rápidos de conformar. Corta-se a esferovite com fio quente e cola-se com cola sem solvente (as colas de contacto de solvente derretem o EPS).

  2. 02(b) Modelo de aparência

    Resina ou MDF pintado (ou impressão 3D): permitem forma rigorosa e bom acabamento. Desbaste ou lixagem, primário e pintura para reproduzir cor e brilho, à escala 1:1.

  3. 03Critério

    O estudo rápido pede baixo custo e rapidez (baixa fidelidade); a apresentação pede alta fidelidade estética, ainda que mais lenta e cara.

Resultado: Esferovite ou cartão (fio quente, cola sem solvente) para o estudo; resina ou MDF pintado (lixa e pintura) para o modelo de aparência.

Foco no Exame Nacional

  • Selecionar materiais e técnicas de maquetização em função da finalidade (estudo de forma, modelo de aparência ou protótipo), do custo, da rapidez e da fidelidade pretendida.
  • Executar com rigor e segurança as operações de corte, colagem e acabamento, escolhendo o adesivo compatível com cada material.

Erros frequentes

  • Esperar rigor dimensional e bom acabamento da esferovite. Correção: o EPS serve para estudos rápidos de volume; para rigor e acabamento usar MDF, acrílico, resina ou impressão 3D.
  • Colar com um adesivo incompatível (uma cola de contacto de solvente derrete a esferovite). Correção: escolher a cola conforme o material — PVA ou cola própria para EPS.
  • Cortar com lâmina romba e sem régua metálica nem base de corte. Correção: usar lâmina afiada, régua metálica e base própria, cortando sempre para fora do corpo.

§ 03

Revisão ativa

Enumera três cuidados de segurança na bancada de maquetização — um para o corte, um para a colagem e um para a lixagem — e associa cada cuidado ao material ou à ferramenta correspondente.

Praticar com exercícios relacionados5 perguntas sobre este tema→

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Materiais e Tecnologias — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

§ 04
§ 04

Do projeto ao protótipo: o trabalho experimental#

~3 min de leitura●●●AprofundamentoAEAE-materiais-e-tecnologias-maquetas-prototipos

Do projeto ao produto

Projeto, maqueta, modelo, protótipo e produtoGrafo, Projeto (briefing e desenho) → Maqueta (forma e volume), Maqueta (forma e volume) → Modelo (aparência final), Modelo (aparência final) → Protótipo (teste funcional), Protótipo (teste funcional) → Produto (produção em série), Protótipo (teste funcional) → Projeto (briefing e desenho)Projeto(briefing edesenho)Maqueta (forma evolume)Modelo(aparênciafinal)Protótipo (testefuncional)Produto(produção emsérie)
Fig. 5Fig. — do projeto ao produto; a seta de retorno do protótipo ao projeto mostra que o desenvolvimento é iterativo.

Pontos-chave

O trabalho experimental — maquetas, modelos e protótipos — é a atividade privilegiada da disciplina: parte de projetos reais e materializa, com rigor técnico, o percurso do desenho ao objeto.
A sequência típica é projeto/desenho → maqueta de estudo → modelo de aparência → protótipo funcional → produto (produção em série); cada etapa responde a uma pergunta diferente (forma, aparência, função e viabilidade).
O processo é iterativo, e não linear: o ensaio do protótipo pode revelar falhas e obrigar a regressar ao projeto — corrigir cedo, na maqueta ou no protótipo, é muito mais barato do que corrigir na produção.
Articula-se com o Desenho A (esboço, proporção e cotagem) e com a Geometria Descritiva A (projeções e verdadeira grandeza), que fornecem as dimensões e as vistas rigorosas necessárias para maquetizar.
Por ser disciplina de opção do 12.º ano, a avaliação é interna e de forte componente prática: valoriza o rigor da execução, a adequação da representação, da escala e dos materiais e a fundamentação das opções (relatórios, exposição oral, portefólio).
Exemplo resolvido

Ordenar o trabalho experimental de um projeto

No desenvolvimento de um candeeiro de secretária, ordena as etapas seguintes e indica o que se avalia em cada uma: modelo de aparência; protótipo funcional; desenho e projeto; maqueta de estudo; produção. Refere ainda a articulação com o Desenho A e a Geometria Descritiva A.

  1. 1. Projeto e desenho

    Briefing, esboços e desenho rigoroso (cotas e projeções). Articula-se com o Desenho A (proporção e representação) e com a Geometria Descritiva A (projeções e verdadeira grandeza).

  2. 2. Maqueta de estudo

    Materializa a forma e o volume à escala; avalia-se a leitura da proporção e a coerência formal.

  3. 3. Modelo de aparência

    Reproduz o aspeto final; avalia-se a cor, a textura e o acabamento.

  4. 4. Protótipo funcional

    Testa o funcionamento e a ergonomia; avalia-se o desempenho e a exequibilidade do fabrico. Havendo falhas, itera-se — regressa-se ao projeto.

  5. 5. Produção

    Fabrico em série, depois de validado o protótipo.

Resultado: Projeto → maqueta → modelo → protótipo → produção, com iteração após o ensaio; a avaliação interna acompanha o rigor técnico e a fundamentação em cada etapa.

Foco no Exame Nacional

  • Planear e executar o trabalho experimental de um projeto real, do desenho ao protótipo, com rigor técnico e segurança, e reconhecer o papel da iteração.
  • Fundamentar as opções de representação física, de escala e de materiais e articular as dimensões e as vistas com o Desenho A e a Geometria Descritiva A.

Erros frequentes

  • Passar diretamente do desenho à produção, sem maqueta nem protótipo. Correção: as representações físicas intermédias detetam erros cedo, quando corrigi-los é mais barato.
  • Tratar o processo como linear e sem retorno. Correção: o desenvolvimento é iterativo — o ensaio do protótipo pode obrigar a rever o projeto antes de produzir.
  • Esquecer a articulação com o desenho. Correção: as cotas e as projeções vêm do Desenho A e da Geometria Descritiva A (verdadeira grandeza) e são a base para maquetizar com rigor.

§ 04

Revisão ativa

Descreve, por palavras tuas, o percurso «projeto → maqueta → modelo → protótipo → produto» de um objeto à tua escolha, explicando o que se avalia em cada etapa e onde pode ocorrer iteração.

Praticar com exercícios relacionados5 perguntas sobre este tema→

Evocação ativa

Recorda os pontos-chave — depois revela.

Fontes: Aprendizagens Essenciais de Materiais e Tecnologias — 12.º ano (Direção-Geral da Educação (DGE))

Versão completa através do nível de profundidade — mesmo lugar, mesmas âncoras

Conteúdo

Secção -- / 04

    • 01Maqueta, modelo e protótipo: o que distingue cada um○
    • 02Escala e representação física◐
    • 03Materiais e técnicas de maquetização◐
    • 04Do projeto ao protótipo: o trabalho experimental●

0/4 Lidos

Dos resumos à prática

Maquetas, modelos e protótipos

Consolida este tema com perguntas do banco de perguntas.

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Referências e fontes

Fontes

Direção-Geral da Educação (DGE)

  • Aprendizagens Essenciais de Materiais e Tecnologias — 12.º ano

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Tecnologias de fabrico digitais

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Materiais, tecnologias e ambiente

EuraStudy·Resumos T·16·MMXXVI

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